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O ano novo a três

"Parte Final"

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A caminhada de volta pela trilha de areia fofa foi silenciosa, mas vibrante. O sol estava a pino, e o calor parecia emanar não só do céu, mas dos nossos próprios corpos. Fabiano caminhava no meio, um braço sobre os meus ombros, o outro sobre os de Manu. Ele nos puxava contra si, como se quisesse absorver a energia do que tinha acabado de presenciar no mar.


— Vocês são perigosas juntas — ele murmurou, beijando minha têmpora e depois a da Manu. Não havia reprovação, apenas um orgulho masculino indisfarçável.


Chegamos à varanda com a pele pinicando pelo sal seco e as pernas cobertas de areia. A casa nos recebeu com sua sombra fresca, um alívio imediato para os olhos cansados da claridade excessiva.


— Banho — decretou ele, indo em direção à suíte principal. — Todos nós.


O banheiro da nossa suíte era um santuário de pedra e vidro, com um chuveiro duplo no teto que simulava uma chuva tropical. Não houve a timidez da primeira vez. As roupas de banho molhadas foram descartadas no chão de mármore frio, misturando-se à areia que trouxemos da praia.
Quando a água morna começou a cair, o vapor subiu rapidamente, embaçando os espelhos e criando uma neblina suave que tornava tudo onírico. O cheiro de maresia começou a dar lugar ao aroma de verbena do sabonete líquido.
Ele assumiu o comando, como de costume. Pegou a esponja macia, ensaboou-a generosamente e começou a lavar as costas da Manu. Ela fechou os olhos, apoiando as mãos nos azulejos molhados, entregando-se ao cuidado dele. Eu observava, encostada na parede oposta, a água escorrendo pelo meu rosto, fascinada pela delicadeza das mãos grandes dele deslizando pela pele dourada e jovem dela, tirando cada grão de areia, cada traço de sal.
Ele a lavava com uma devoção que beirava o sagrado, mas seus olhos, através do vapor, estavam fixos nos meus. Era um convite.
Aproximei-me, entrando no raio da água quente. Peguei o sabonete das mãos do Fabiano.


— Deixe-me cuidar de você agora — sussurrei.
Ele se virou para mim, a água escorrendo pelo peito largo e pelos braços fortes. Comecei a ensaboá-lo, meus dedos traçando os músculos, sentindo a respiração dele mudar, tornar-se mais pesada. Manu, agora limpa, não se afastou. Ela se aproximou por trás dele, abraçando sua cintura, o rosto encostado nas costas molhadas dele, as mãos dela encontrando as minhas sobre o peito dele.
Éramos um nó de pele, água e sabão. O som do chuveiro abafava nossos suspiros. Não era sexo, era algo anterior a isso; era um reconhecimento tátil, uma limpeza que não era apenas física, mas que parecia lavar qualquer hesitação que ainda pudesse existir entre nós três. Mãos deslizavam por toda parte, sem roteiro, guiadas apenas pela curiosidade e pelo desejo de contato.
Quando finalmente desligamos a água, o silêncio retornou, pesado e úmido. Enrolamo-nos em toalhas brancas e felpudas, sentindo aquela exaustão deliciosa que só o sol e o mar proporcionam.
Voltamos para o quarto, com o ar condicionado zumbindo suavemente. Jogamo-nos na cama imensa, ainda úmidos, emaranhados uns nos outros. Manu deitou a cabeça no peito dele e fechou os olhos quase instantaneamente. Ele passou o braço pela cintura dela, mas segurou minha mão com firmeza, entrelaçando nossos dedos.
Ficamos ali, ouvindo a respiração uns dos outros se acalmar, enquanto a tarde lá fora começava a cair, dourada e preguiçosa. Sabíamos que a noite traria novas energias, mas aquele momento de trégua, de pele limpa e corpos saciados pelo sol, era perfeito.
Acordamos quando o quarto já estava mergulhado em tons de violeta e laranja. O sol se punha do outro lado da casa, lançando sombras longas sobre a cama. Ninguém se moveu para acender a luz. Havia uma preguiça confortável, aquele tipo de letargia que só existe depois de muito sol e muita entrega.
Manu foi a primeira a quebrar o silêncio. Ela estava deitada de bruços, desenhando círculos invisíveis no peito de Arthur com a unha.
— Eu nunca imaginei... — ela começou, a voz baixa, quase um sussurro para si mesma. — Nunca imaginei que seria assim. Tão fácil. Tão sem culpa.
Eu me virei de lado, apoiando a cabeça na mão para olhá-la. O rosto dela estava sereno, mas havia uma dúvida genuína em seus olhos.
— A culpa é uma invenção de quem não sabe aproveitar a vida, Manuzinha — disse ele, sua voz grave vibrando contra o corpo dela. Ele segurou a mão dela que o acariciava e a beijou. — O que acontece entre adultos, com consentimento e desejo... isso é apenas vida.
— Mas e depois? — ela perguntou, levantando os olhos para mim, buscando uma resposta feminina, uma validação que só eu podia dar. — Quando voltarmos para a cidade, para a rotina... o que isso vira?
Senti o peso da pergunta. Era a pergunta que poderia quebrar o encanto ou selá-lo para sempre. Estiquei a mão e toquei o rosto dela, afastando uma mecha de cabelo que caía sobre seus olhos.
— O que acontece na casa de praia não precisa, necessariamente, ficar na casa de praia — respondi suavemente. — Mas também não precisa de rótulos agora. O mundo lá fora é cheio de regras, de linhas que não se pode cruzar. Aqui dentro, nós apagamos essas linhas.
Ele concordou, puxando-nos levemente para que formássemos um abraço mais fechado.
— Não prometa o eterno, Manu. O eterno é pesado. Prometa o agora. O que temos aqui é um segredo. E segredos compartilhados são o laço mais forte que existe.
Manu sorriu, um sorriso que misturava alívio e uma nova forma de maturidade. Ela entendeu. Não éramos um projeto de vida, éramos um refúgio. E isso, por si só, já era muito.
— Um segredo — ela repetiu, testando a palavra. — Gosto disso.
O jantar daquela noite foi diferente. Não havia mais a tensão elétrica da conquista, nem a curiosidade nervosa do desconhecido. Havia, em vez disso, uma intimidade densa e xaroposa.
Comemos na varanda, à luz de velas, o som do mar agora sendo uma trilha sonora familiar e cúmplice. O vinho tinto manchava nossos lábios, e as conversas fluíam sem esforço, intercaladas por toques demorados debaixo da mesa e olhares que diziam tudo o que precisava ser dito.
Fabiano parecia rejuvenescido, alimentando-se da nossa energia. Manu parecia mais mulher, como se aquele fim de semana tivesse acelerado anos de vivência em poucas horas. E eu... eu me sentia expandida. Havia descoberto que meu coração — e meu desejo — não eram limitados, mas elásticos.
Quando a última garrafa foi esvaziada, fomos novamente para o parapeito, o mesmo lugar onde tudo começara na noite anterior. Mas a geometria havia mudado. Arthur ficou atrás de mim, seus braços envolvendo minha cintura, seu queixo no meu ombro. Sofia ficou ao meu lado, e eu passei meu braço pela cintura dela, trazendo-a para o nosso calor.
Ficamos assim, uma única entidade de três cabeças e três corações, olhando para a escuridão do oceano.
Senti ele beijar meu pescoço, e logo depois, senti a mão de Sofia segurar a minha, entrelaçando nossos dedos com força. Não havia ciúmes, não havia medo. Havia apenas a certeza de que, quando voltássemos para a cidade amanhã, levaríamos conosco algo que ninguém poderia ver, mas que mudaria a forma como olhamos para o mundo e uns para os outros.
O ano novo tinha começado não com resoluções escritas em papel, mas com marcas invisíveis na pele e na alma. E enquanto o vento soprava, trazendo o cheiro da maré, eu soube que aquela história não terminava ali. Ela estava apenas, deliciosamente, começando.

Publicados 
Escrito por putinhakzada

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