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Meu marido pegou a aluna (outra)

"Me contou tudo"

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Meu marido, professor universitário, me contou que a notava há tempos. Ela era uma das funcionárias da faculdade, disse ele, uma presença que iluminava seus fins de tarde. Loira, cabelos compridos, olhos azuis — uma beleza quase imaculada e um corpo que, nas palavras dele, era uma escultura. Ele se limitava a cumprimentos discretos, uma admiração silenciosa, até que o destino a colocou em sua sala de aula. Naquele semestre, ela se tornou sua aluna. Ele finalmente soube o nome dela: Isabela.

Semanas depois, segundo ele, numa turma pequena de quinze alunos, ele passou um trabalho. A sala foi se esvaziando aos poucos, mas Isabela continuou na carteira, a testa franzida em profunda concentração. Ele observava de longe, me disse, sentindo uma pontada de satisfação ao vê-la tão dedicada. Finalmente, ela se aproximou, a voz tímida, pedindo ajuda. Ele, gentil e solícito, respondeu a cada uma das dúvidas.

Quando ela foi entregar o trabalho, ele sentiu que era o momento.

— Você ainda vai trabalhar hoje, não é? — ele perguntou, casualmente.

— Vou, professor. Mas só entro às duas e meia, e ainda são onze e meia — ela respondeu, olhando para o relógio.

— E o que vai fazer com todo esse tempo livre?

— Não sei... Acho que vou almoçar e esperar por aí.

A oportunidade perfeita. Ele lançou a isca.

— Tive uma ideia. Vamos almoçar juntos. Assim a gente conversa mais um pouco e seu tempo passa mais rápido. Se você quiser, é claro.

Ela hesitou, um brilho de incerteza nos olhos azuis.

— Não sei, professor... Não quero te atrapalhar.

— Imagina — ele sorriu. — Vai ser um prazer ter a sua companhia.

Ela topou. Ele a levou a um restaurante charmoso perto da faculdade. A conversa fluiu, e o tempo, ele disse, pareceu derreter. Quando se deram conta, o relógio já marcava o início da tarde.

— Ainda faltam duas horas para o seu turno — ele disse, estendendo o momento. — Que tal um sorvete no parque? Depois eu te deixo na faculdade.

— Professor, assim vou tomar todo o seu tempo...

— Você não me atrapalha em nada. Pelo contrário, está sendo um prazer. Quero aproveitar mais um pouco.

Um leve rubor coloriu o rosto dela, mas ela aceitou com um sorriso. Enquanto tomavam sorvete, ele notou uma pequena mancha no canto da boca dela. Com um gesto instintivo, pegou um guardanapo e limpou suavemente.

— Você é linda demais, Isa — ele sussurrou, o apelido escapando por seus lábios.

— Professor? V-você acha mesmo? — ela gaguejou, surpresa.

— Tenho certeza. É quase impossível me concentrar nas aulas com você me olhando.

Ele se aproximou, afastou uma mecha de cabelo do rosto dela e a beijou. Por um instante, ela ficou imóvel, e então, timidamente, retribuiu. O beijo se aprofundou, e o mundo ao redor, ele me contou, desapareceu.

— Vamos para um lugar onde a gente possa ficar sozinhos — ele murmurou contra os lábios dela.

— Uhum... — foi tudo o que ela conseguiu responder.

Ele a guiou até um motel simples, escondido numa rua tranquila perto dali. Ele sempre a via com a mesma legging preta e a camiseta da faculdade, um uniforme que desenhava perfeitamente as curvas que ele tanto admirava. Mas, naquele dia, me disse, Isabela usava um vestido de algodão comprido e florido, que balançava suavemente a cada passo, prometendo um segredo que ele estava prestes a descobrir.

O quarto era exatamente como ele imaginara, segundo ele: simples, quase monástico, com uma cama grande que dominava o espaço. O ar era fresco, com cheiro de limpeza. O mundo exterior, com suas regras e papéis de professor e aluna, ficou para trás no momento em que a porta se fechou com um clique suave. O som do trinco, ele disse, selou o pacto silencioso entre eles.

Isabela ficou parada perto da porta, abraçando o próprio corpo, os olhos azuis faiscando com uma mistura de nervosismo e expectativa. Ele se aproximou devagar, sem desviar o olhar do dela.

— Você não faz ideia de quantas vezes eu imaginei isso — ele disse, a voz rouca.

Ele não esperou por uma resposta. Tomou o rosto dela entre as mãos e a beijou novamente, desta vez com uma urgência que não existia no parque. Era um beijo de posse, de desejo acumulado. As mãos dele deslizaram pelas costas dela, sentindo a textura fina do algodão florido do vestido. Era tão diferente da legging preta que ele estava acostumado a ver, um tecido que escondia e ao mesmo tempo prometia muito mais.

Os dedos dele encontraram os pequenos botões que desciam pelas costas do vestido. Um por um, ele os soltou, sentindo a respiração dela ficar mais ofegante a cada um. O tecido se abriu e, com um empurrão delicado, o vestido deslizou pelos ombros dela, caindo em uma poça de flores no chão de madeira.

Ela estava ali, de pé, vestindo apenas uma lingerie branca e simples que parecia quase angelical em contraste com a tensão do momento. O corpo que ele tanto admirou à distância era ainda mais perfeito de perto. As curvas suaves da cintura, os quadris que ele sabia que seriam perfeitos sob suas mãos, o contorno dos seios. Ele ficou sem palavras por um instante, apenas absorvendo a visão, me contou.

— Você... — ele começou, mas a voz falhou. Ele simplesmente balançou a cabeça, maravilhado.

Ele se ajoelhou à frente dela, beijando suavemente seu abdômen, subindo devagar, sentindo a pele dela se arrepiar sob seus lábios. Ao se levantar, ele a pegou no colo. Isabela enlaçou as pernas ao redor de sua cintura, o corpo dela se moldando ao dele como se sempre pertencesse àquele lugar. Ele a levou até a cama e a deitou com uma delicadeza que contrastava com a fome em seus olhos. Naquela tarde, naquele quarto simples, não havia professor nem aluna. Havia apenas um homem e uma mulher, entregues a um desejo que finalmente não precisava mais ser escondido, ele disse.

Ele se deitou ao lado dela, apoiando-se em um cotovelo, e simplesmente a observou. A luz da tarde, filtrada pela cortina fina, banhava a pele dela com um brilho dourado e suave. Cada contorno, cada curva que ele antes apenas imaginava, estava agora ao alcance de sua mão. Ele traçou uma linha lenta do ombro dela até o quadril, sentindo a pele macia e quente se arrepiar sob seu toque. Não havia pressa. O tempo, que antes era o inimigo, agora parecia ter parado apenas para eles.

Isabela o observava de volta, os olhos azuis, antes incertos, agora brilhavam com uma entrega silenciosa. Ele se inclinou e a beijou, um beijo longo e profundo que era uma pergunta e uma resposta. As mãos dela, antes tímidas, agora exploravam as costas dele, os ombros, puxando-o para mais perto.

O que se seguiu, ele me contou, foi uma conversa sem palavras. Foi a linguagem dos corpos se descobrindo, um ritmo que começou lento, exploratório, e que gradualmente encontrou sua cadência. Era o som suave da pele contra a pele, o emaranhado dos lençóis, as respirações que se tornavam uma só, ora suspirando em uníssono, ora quebrando em arfadas agudas. As mãos dele guiavam, possuíam; as dela se agarravam, respondiam.

Para ele, era a concretização de uma fantasia cultivada por meses. Cada movimento era a confirmação de que a realidade podia superar a imaginação. O corpo dela se arqueava para encontrá-lo, um arco de pura entrega que o enlouquecia. Para ela, talvez fosse a descoberta de um poder que não sabia que tinha, o poder contido em sua beleza e em sua juventude, capaz de desfazer a compostura de seu professor.

Ele se deitou ao lado dela, mas a distância de um braço parecia um abismo. A necessidade de estar mais perto, de apagar qualquer espaço entre eles, era avassaladora. Os dedos dela, agora ousados, encontraram os botões da camisa dele. Não houve pressa, cada botão liberado era uma pequena revelação, um convite para que ela descobrisse o que havia sob o tecido que o definia como professor. O som do zíper dele foi um rasgo breve no silêncio, seguido pelo baque surdo do jeans no chão, juntando-se ao vestido florido dela. Agora, estavam em um terreno de igualdade, despidos de seus papéis do mundo lá fora.

Ele sentiu uma necessidade quase devocional de mapear cada centímetro dela, não apenas com as mãos, mas de uma forma mais profunda. Seu corpo se moveu para baixo na cama, uma peregrinação lenta em direção ao centro do calor dela. Ele queria provar a essência de sua fantasia, e quando a boca dele encontrou a buceta dela, a resposta foi imediata: um suspiro agudo, os dedos se enroscando em seu cabelo, não para afastá-lo, mas para puxá-lo para mais perto. As costas dela se arquearam em um arco de puro êxtase, uma rendição que era, na verdade, um comando silencioso por mais.

Então, em um movimento fluido e surpreendente, com um leve empurrão em seus ombros, ela inverteu suas posições. Foi a vez dele de cair para trás contra os travesseiros, surpreso pela súbita mudança de poder. Ela se ajoelhou sobre ele, o cabelo loiro caindo como uma cortina ao redor de seu rosto, e envolveu o pau dele com a boca, lhe oferecendo o mesmo tipo de adoração que ele acabara de lhe dar. Para ele, foi uma capitulação que ele não esperava, mas que acolheu com um gemido baixo. Era uma sensação ao mesmo tempo delicada e avassaladora, um presente que o desarmou completamente.

No auge dessa troca íntima, o ritmo do quarto mudou. A ternura deu lugar a uma urgência mais primitiva. Em meio à névoa do prazer compartilhado, ele a guiou com as mãos firmes em seus quadris, uma sugestão silenciosa que não precisava de palavras. Ela entendeu instantaneamente e ficou de quatro.

Ao se virar, ela lhe ofereceu a visão que ele guardava em seus sonhos mais secretos. A mesma forma que ele tantas vezes admirou, contornada pela legging preta, estava agora ali, sem barreiras, vulnerável e incrivelmente poderosa. A curva perfeita de sua espinha mergulhando na base de suas costas, o contorno que ele sabia de cor, agora era seu. Ele se posicionou atrás dela, as mãos envolvendo sua cintura, puxando-a contra si até que não houvesse mais separação. O primeiro movimento foi lento, uma reivindicação. E então eles encontraram um ritmo primordial, uma dança selvagem e desesperada contida nas quatro paredes daquele quarto de motel, longe de olhares e julgamentos, onde eram apenas dois corpos movidos por um desejo que finalmente era livre.

O ritmo deles era urgente, uma dança desesperada contida pelas quatro paredes. Cada movimento era uma afirmação, um selo no pacto secreto que haviam feito. Em meio à névoa do prazer, ele se inclinou, a boca perto do ouvido dela, a voz um sussurro rouco e possessivo.

— Isa... olha pra mim.

Ela obedeceu, virando o rosto por sobre o ombro. Os olhos azuis, agora escuros de desejo, encontraram os dele. Naquele olhar, ele viu tudo: a rendição, a curiosidade e um poder que ela nem sabia que possuía. A visão dela, entregue, foi o que o empurrou para a beira do abismo. A onda final o estava tomando, um tremor que começava na base de sua espinha. Em um último instinto de controle, ele começou a se afastar.

Mas as mãos dela o seguraram firme, um aperto que o impediu. Num movimento rápido e fluido, ela se virou, ficando de joelhos à sua frente antes que ele pudesse processar.

— Isa, o que... — ele começou a dizer, a voz falhando.

— Shhh... — ela o interrompeu, a voz um sussurro baixo e firme.

Seus olhos azuis fixos nos dele, ela se inclinou e, com uma audácia que o chocou, abriu a boca em um convite silencioso e inequívoco. Não era uma pergunta, era uma ordem suave.

Aquele comando, aquela audácia, foi a gota que transbordou. A onda que ele tentava conter o engoliu por completo. Foi um tremor violento, um espasmo que o esvaziou, e ele teve a gozada ali, observando fascinado enquanto ela o recebia, fechando os olhos no último momento. Ela aceitou tudo, um leve tremor percorrendo seus ombros antes de engolir, selando o ato.

Ela permaneceu ali por um instante, depois ergueu o rosto. Um rastro perolado brilhava em sua bochecha, uma única prova do que havia acontecido. Ela passou a língua lentamente sobre os lábios, um gesto que era ao mesmo tempo inocente e profundamente provocador.

Ele caiu de joelhos na frente dela, exausto, o coração batendo descontrolado. Com uma delicadeza que contrastava com a selvageria do momento, ele usou o polegar para limpar a marca em sua bochecha.

— Você... — ele tentou falar, mas as palavras não vinham. — Você me deixa louco.

Um pequeno sorriso, um misto de timidez e triunfo, brotou nos lábios dela.

— Você também, professor.

— Estamos uma bagunça — ele finalmente conseguiu dizer, um sorriso cansado surgindo em seu rosto. Ele se levantou, o corpo ainda vibrando, e estendeu a mão para ela.

— Vem. Vamos tomar um banho.

Ela aceitou a mão dele sem hesitar. De pé, nus e cobertos pelo suor e pela intimidade compartilhada, eles caminharam em direção ao pequeno banheiro. O som da porta do chuveiro se abrindo e a água começando a cair foi como um rito de passagem, lavando não apenas seus corpos, mas também o último vestígio de formalidade que ainda poderia existir entre eles.

A água quente havia lavado seus corpos, mas não a eletricidade que agora existia entre eles. Eles se vestiram em um silêncio carregado de significado. Cada peça de roupa era um passo para longe daquele quarto e um passo de volta para o mundo real, um mundo que, para ele, parecia ter perdido a cor.

No carro, a caminho da faculdade, o silêncio era denso, ele disse. O sinal fechou no cruzamento à frente, e o carro parou suavemente. Ele relaxou as mãos no topo do volante, e foi nesse instante que a luz do sol da tarde bateu no metal em seu dedo anelar esquerdo. O brilho chamou a atenção de Isa.

— Você é casado, professor? — a pergunta dela foi direta, mas sem julgamento, apenas curiosidade.

O coração dele não vacilou. A pergunta era esperada. Ele a encarou, a expressão séria, e respondeu com uma honestidade calma.

— Sou. Isso... te incomoda?

Ele não esperou a resposta, apenas continuou, explicando o fato de sua vida.

— Nós temos um casamento liberal. É um acordo que funciona pra nós. Ela tem a vida dela, eu tenho a minha. É baseado em honestidade, não em posse.

Isa o encarou por um momento, processando a informação. Uma franqueza que ela talvez não esperasse. Então, um pequeno sorriso, quase travesso, surgiu em seus lábios.

— Não. Não me incomoda — ela disse, dando de ombros com uma naturalidade que o surpreendeu. — Eu também tenho namorado.

O sinal abriu. Ele acelerou, o som do motor preenchendo o carro. A revelação dela o atingiu com força, ele me confessou, uma mistura de alívio e uma pontada irracional de ciúme. A imagem dela com outro homem, mesmo que por um segundo, foi o suficiente para acender um fogo possessivo nele.

— Então estamos quites — ele disse, e desta vez o sorriso foi genuíno. Com a mão direita livre, ele buscou a dela, entrelaçando seus dedos sobre o console. A verdade era que, mesmo com toda a liberdade do mundo, a única pessoa que ocupava seus pensamentos era ela. — Isso não muda nada pra mim. Preciso te ver de novo. Fora daqui.

— Eu também quero, professor — ela sussurrou, e o aperto de sua mão na dele dissipou qualquer dúvida.

Ao parar o carro em uma vaga afastada, a tensão era palpável. Ele a queria ali, queria puxá-la para outro beijo. Mas se contentou em olhá-la.

— Te vejo na próxima aula, Isabela.

— Até a próxima aula... professor — ela respondeu, com aquela ênfase secreta que era só deles.

Ela abriu a porta e saiu. Ele a observou caminhar, o vestido florido balançando. Ela não olhou para trás. Ele ficou ali, o motor desligado, o cheiro dela ainda no ar, com o coração batendo descontrolado. O fato de ambos terem outros parceiros não o consolava nem um pouco. Pelo contrário, apenas tornava seu desejo por ela mais nítido e urgente, um anseio que transcendia qualquer acordo ou lógica. Ele era completa e irremediavelmente doido por ela.

Foi assim que ele me contou. E eu ouvi tudo, cada detalhe, sem interromper.

A casa tinha aquele silêncio confortável do fim de tarde. Manu estava deitada no tapete, e o cheiro do refogado que eu preparava preenchia o ar. Nosso mundo. Então, ouvi a porta.

Eu soube no instante em que o vi. Não era um brilho apaixonado. Era algo mais cru. A energia de um animal que provou algo novo e agora só pensa em caçar de novo.

Ele disse "Aconteceu", e eu apenas assenti. Manu, sempre atenta, arrancou os fones.

— Já? Com a loirinha da faculdade? — ela perguntou, direta.

— O nome dela é Isabela. E sim, ela é minha aluna agora — ele respondeu, indo até o bar. E então acrescentou: — Aparentemente, tem a mesma idade que você, Manu.

Dezenove anos. A informação pairou no ar.

— Outra aluna? — perguntei, cruzando os braços. — O que você vai fazer agora, começar um harém?

A provocação o atingiu. Ele se virou.

— Que besteira, Lari. É só sexo. Tesão. Qual o problema? Não foi você que saiu com aquele seu ex-colega? E a Manu não passou a noite com aquele amigo da faculdade? É a mesma coisa.

Eu precisei acabar com aquela ilusão.

— Não. Não é a mesma coisa. E não se atreva a comparar — falei, a voz calma, mas afiada. — Quando eu saí com o Marcos, o sexo foi um detalhe. Eu voltei pra casa, te dei um beijo e dormi. Quando a Manu saiu, foi uma ficada de jovem, uma história para contar. Nós estávamos no controle.

Aproximei-me dele, até que ele não tivesse para onde fugir do meu olhar.

— Agora, olhe para você. Você mal consegue ficar parado. Eu sei que você não está apaixonado. Com a Manu foi diferente, eu senti. Mas isso agora? É um vício que começou hoje. Você está cego por um tesão que te consome. Você não está sendo desleal com o nosso amor, está sendo desleal com o seu próprio controle.

Ele baixou a cabeça por um instante, o silêncio preenchendo a sala. A parede defensiva dele finalmente rachou. Ele me olhou, e a arrogância tinha sumido, substituída por uma exaustão honesta.

— Ok... você tem razão — ele admitiu, a voz baixa. — Eu tô mexido. De um jeito que não ficava há muito tempo. Mas não se compara. Nem de longe. — Ele olhou de mim para Manu, e seu olhar foi sincero. — O que eu senti por você, Lari, desde o começo... e depois por você, Manu... foi outra coisa. Foi construção. Isso aqui é... é pele. É um instinto idiota. Só isso.

Depois da confissão, ele virou o uísque em um gole só, como se quisesse engolir as próprias palavras.

Eu o beijei na testa. Um gesto de amor, mas também de aviso.

— Eu sei. Mas toma cuidado. O instinto é a parte mais estúpida e perigosa de nós.

Ele assentiu, uma promessa que soou um pouco mais verdadeira agora, e subiu as escadas. Nós duas ficamos no silêncio da sala.

— Ele tá ferrado, né? — Manu disse, a voz baixa.

— Completamente — respondi, voltando para o fogão.

Manu sentou-se no sofá.

— Pelo menos ele sabe a diferença.

Virei-me para encará-la, um pequeno sorriso surgindo.

— Ele sabe. Mas saber e conseguir controlar são duas coisas bem diferentes. Ele só nos deu a confirmação do que a gente já sabia: isso não é sobre amor, é sobre caos.

— E a gente que arruma a bagunça depois — Manu completou, o tom entre o resignado e o divertido.

— Exato. A gente segura firme aqui, ok? Deixa ele queimar um pouco. Uma hora o fogo abaixa.

Manu assentiu, o olhar determinado.

— E se não abaixar?

Dei de ombros, voltando-me para o jantar.

— Aí a gente joga um balde de água fria. Nós duas.

Publicados 
Escrito por putinhakzada

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