Férias sempre me deixam diferente. Talvez seja o sal grudando na pele ou o fato de ninguém me conhecer ali, naquela casa alugada de frente para o mar. Meu marido ficou na cidade — trabalho, reuniões, compromissos. Ele foi o primeiro a me incentivar a ir. “Vai. Vive.” Ele sempre diz isso como quem sabe exatamente o que está fazendo comigo.
Viemos em grupo. Amigos antigos, risadas fáceis, cervejas abertas antes do meio-dia. E ele. Meu cunhado. Não era novidade — eu o conhecia há anos — mas naquela semana parecia outro homem. Ou talvez fosse eu que estivesse olhando diferente.
Eu cheguei à praia com a cabeça cheia e o corpo vazio.
Meu marido me deixou ali com um beijo calmo e um sorriso que dizia mais do que palavras. Nosso acordo nunca foi sobre permissão — foi sobre verdade. -Vai, ele disse. -Sente. E eu senti desde o primeiro dia.
A casa era grande demais para poucos dias e pequena demais para o que começou a se formar ali dentro. O cheiro de sal entranhava tudo: roupas, cabelos, pensamentos. Meu cunhado chegou no fim da tarde, trazendo a mesma tranquilidade de sempre… e algo novo no jeito de me olhar. Um reconhecimento silencioso, como se tivesse percebido antes de mim que aquela semana não seria comum. Ele se chama Luciano, tem 54 anos , é um homem muito gentil e posso dizer que ele é bonito também.
Nos primeiros dias, foi só convivência. Café cedo demais, pés descalços na cozinha, risadas soltas. Mas a tensão crescia nos intervalos. No segundo em que nossas mãos se encontravam ao pegar o mesmo copo. No olhar que se demorava quando eu atravessava a sala com a pele ainda quente de sol. No cuidado excessivo em manter distância — que só tornava tudo mais próximo.
À noite, o mar falava alto. Eu ficava na varanda, sentindo o vento levantar meu vestido, e ele aparecia sem fazer barulho. Não sentava perto de imediato. Encostava no parapeito, ao meu lado, respeitando uma distância que ardia.
— Você fica diferente aqui — ele disse uma vez.
— Eu fico mais eu — respondi.
Foi nessa noite que percebi que já não era imaginação. Quando virei o rosto, o olhar dele não recuou. Ficou. Firme. Pesado. Meu corpo respondeu com um calor lento, espalhado, impossível de ignorar.
No dia seguinte, fui à praia sozinha. Voltei com areia nos tornozelos e uma decisão quieta no peito. À noite, ele estava na cozinha. A luz era baixa, a casa silenciosa. Quando entrei, ele fechou a geladeira devagar demais, como se quisesse me dar tempo de ir embora. Não fui.
Ele se aproximou primeiro. A mão tocou meu braço, subindo com uma calma que era quase cruel. Não havia pressa, nem dúvida. O beijo veio como continuação natural de tudo o que já tinha acontecido sem acontecer. Profundo, quente, seguro. Meu corpo se encaixou no dele como se tivesse ensaiado a semana inteira.
Houve mãos explorando com intenção clara, dedos firmes, corpos pressionados sem pudor. O parapeito da cozinha apoiou minhas costas; o mundo reduziu ao espaço entre nós. A respiração dele no meu pescoço, a minha se perdendo contra a boca dele. Não falávamos. Não era necessário.
O tempo ali deixou de ser linear. Houve roupas sendo afastadas, pele reconhecendo pele, movimentos contidos para manter o silêncio — e ainda assim intensos demais para serem apenas discretos. Meu corpo respondeu inteiro, entregue, consciente de cada escolha. O dele também. Nada foi roubado; tudo foi dado.
Quando nos afastamos, foi só para respirar. Para entender que não havia retorno possível ao ponto inicial.
Fomos para o quarto, ele já trouxe a parte de cima do meu biquíni e abocanhou meu peitos, gemi, me jogou na cama e foi descendo a boca pela minha barriga e chegou na minha buceta.
Abocanhou por cima do biquíni e tirou ele com rapidez.
- Que delícia vc é
Ele estava em pé na beira da cama e tirou a bermuda revelando uma rola bem avantajada. Ele veio pra meter.
- Calma, deixa eu sentir isso
Cai de boca no pau dele, passei a língua desde a cabeça até o saco, fiz uma garganta profunda, ele gemeu e disse:
- Que putinha essa cunhadinha
Fiquei de quatro e ele falou:
- Nossa, que rabão, meu irmão tá comendo bem hein?
- Agora e tua vez de comer bem!
Ele meteu a língua no meu cu, gemi, adoro linguada no cu
- Quero teu cuzinho.
- Agora sou toda sua, faz o que quiser.
Ele primeiro meteu na minha buceta, bombou forte.
Pedi pra cavalgar nele. Ele, ao mesmo tempo que eu sentava, ele mamava meus peitões. Gozei muito.
- Agora quero meter no teu rabo.
- Vem, soca no meu cuzinho.
Fiquei de quatro de novo, senti a cuspida
Ele meteu de uma vez, socando com força, bombando forte. Senti o corpo dele tremendo e ele começa a gemer e enche meu cu daquela porra quentinha. Deitamos, nos beijamos novamente.
- E meu irmão? Ele perguntou preocupado
- Ele sabe que sou uma puta, ele me libera.
Ele foi para o quarto dele
Mais tarde, sozinha no quarto, a pele ainda sensível, escrevi para meu marido:
— Aconteceu, dei pro seu irmão
Ele respondeu sem perguntas:
— Imaginei que ia acontecer, vai dar de novo pra ele, ou pra mais alguém daí?
- Pra mais alguém eu não sei, pra ele com certeza.
- Aproveite.
- Pode deixar, fim de semana eu volto.
Dormir foi impossível. O corpo lembrava. A mente repetia. Na manhã seguinte, nada foi dito. Mas tudo estava lá: o olhar cúmplice, o cuidado em não chamar atenção, a certeza compartilhada de que aquilo não tinha sido um acidente.
Tentávamos sempre ficar a sós para que acontecesse algo, conseguimos transar mais duas vezes nesse tempo, mas tiveram muitos beijos escondidos, mãos bobas e alguns boquetes escondidos também.
A semana terminou rápido demais. Voltei para casa com o sal ainda na pele e um segredo que não pesava — pulsava. Quando abracei meu marido, ele me beijou como quem reconhece algo novo em mim.
Algumas marés não precisam ser explicadas. Elas apenas voltam.
